quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A paz impossível num país imposto pela fraude e pela força


Judeus protestam na Europa contra o sionismo

















“VEJA – O que será preciso para que Israel se integre na comunidade das nações pacíficas do mundo?
DAVID BEN-GURION – Primeiro, que todos os judeus do mundo venham para Israel; em segundo lugar, que os desertos que cobrem 80% da área do país sejam fertilizados; e, em terceiro, a paz com os árabes. Somente depois de atendidas essas três condições, Israel terá nascido de verdade”.
Entrevista concedida em maio de 1973, sete meses antes da morte de Ben-Gurion, “o patriarca de Israel”, no “retiro” a que se recolheu a partir de 1970.
“Foi nessa assembléia, em Genebra, que ele (Arafat) ofereceu um ramo de oliveira aos “primos israelenses”, em nome da paz. Todo mundo aplaudiu, mas, no outro dia, mesmo o Haaretz, o mais liberal jornal de Israel, deu apenas uma nota e em tom irônico, dizendo ser “estranho” que Arafat, de um lado, segurava o ramo de oliveira e, do outro lado, tinha um revólver. Mandei uma carta para o Haaretz, publicada dois dias depois, para observar que, se ele tinha o revólver, nós tínhamos a bomba atômica”.Gershon Knispel, artista plástico judeu, conhecido e consagrado internacionalmente (Entrevista à revista “Caros Amigos” 13/07/2002).


Deus queira que eu esteja redondamente enganado, mas pelo que me foi dado a ver e a pressagiar nas profundezas infernais do Oriente perdido, ainda há muito sangue a jorrar naquela que chamam inadvertidamente de “terra santa”. Falar de paz por lá é tentar enxugar gelo, eis que são ínvios os macabros caminhos percorridos e a insensatez sentou praça como ingrediente de um destino apocalíptico que se vislumbra a olho nu de uma corrosiva metástase a prova de qualquer morfina.
Perdoe-me as imagens funestas, mas para onde quer que deitemos o olhar só há morticínios à vista. Mais trágico do que contemplar a exibição de mortos em pencas numa das maiores concentrações humanas do planeta é imaginar a inevitável extensão da violência por toda uma região minada pela tétrica mescla de ódios milenares, crenças manipuladas e ambições desmedidas e destituídas de qualquer resquício de escrúpulo elementar.
Não há mais trégua que dure para além do por do sol. Digo isso mesmo depois da proposta do Hamas de um cessar-fogo por um ano a partir de agora. O clima de beligerância é a única fórmula de que dispõe o comando de um estado com defeito de nascença, até como recurso para atravessar incólume a maior de todas as crises porque já passou o arruinado sistema capitalista internacional.
A guerra ali é o pressuposto da sobrevivência de um modelo dependente dos dízimos recolhidos por todos os recantos do mundo. É também, em compensação, o alimento de uma indústria tão rendosa quanto vulnerável. Sem o sangue dos inocentes, sem a sombra do medo pasteurizado, o estado imposto se desintegra, abrindo um buraco abismal que poderá ser o sepulcro de um país alicerçado na conquista e na dominação.
Gaza em chamas é apenas o espelho de um pesadelo sazonal. Quem aperta o gatilho não o faz por impulsos passionais, sede de vingança ou destempero emocional. Antes, cada bomba lançada, inclusive o fósforo branco que desfigura a pele e esteriliza carradas de monstros humanos, é resultado de um milimétrico cálculo processado por mentes frias e racionais, dotadas de informações e propósitos dispostos estrategicamente.
Sionismo colonizador
Está mais do que provado: a adoção como manual de sobrevivência do minúsculo opúsculo do judeu assimilado que sonhava ser um discreto advogado/jornalista no confuso império austro-húngaro foi apenas o mote da legitimação de uma nova cruzada colonial de cartas marcadas, na qual seus patrocinadores operavam com informações privilegiados sobre o potencial petrolífero do Oriente Médio.
“O Estado Judeu”, o modesto livro de Theodor Hertz foi publicado em 1896. Já em 1882 os Rothschilds e o barão Maurice de Hirsh descarregavam a primeira leva de judeus russos e poloneses que se estabeleceriam na região da Galiléia com tudo pago por uma organização que se tornaria em 1900 a Jewish Colonization Association, uma companhia para o estabelecimento de judeus, criada na Inglaterra, pelo Barão Hirsh, dedicada à infiltração programada, principalmente na baixa Galiléia.
Os que bancaram a implantação dessas colônias não o fizeram como JUDEUS, mas como homens de negócios de olho no subsolo das terras de onde um povo nômade seguiu o destino da diáspora há dois mil anos – isto é, mil e quinhentos anos antes da colonização do Brasil e de toda a América.
Além dos Rothschild e do barão Hirsh, associaram-se nessa empreitada os banqueiros Goldsmid, Cassel, Macatta, Goldshimidt, Reinach, Cohen e Philipson, todos da Europa Ocidental. O plano de infiltração foi discutido em reuniões secretas em Bruxelas, organizadas por Franz Philipson (1852-1929), banqueiro e rabino, dono de negócios em várias partes do mundo.
O banqueiro-rabino concebeu também um “plano B”, com a emigração de judeus russos para a Argentina e Brasil. Aqui, onde Philipson construía uma estrada de ferro no centro do Rio Grande do Sul, o barão Maurice de Hirsh instalou em 1891, nas terras doadas em Santa Maria da Boca do Mato, a primeira colônia judaica, com 60 famílias trazidas da Bessarábia, seguindo-se outro grupo de 100 famílias, vindas da Província russa de Moguilev.
Já fazia mais de um século desde quando, em 1728, um grupo de judeus espanhóis e portugueses, expulsos de seus países pela Inquisição, comprou um terreno em Manhattan, Nova Iorque, para erguer a primeira sinagoga da cidade e consolidar a grande migração judaica para as Américas, preferidas pelos “perseguidos” da Europa Ocidental.
Longe do “lar nacional”
Essas manobras espelham a natureza do povo hebreu, cujo espírito errante persiste até hoje, o que acentua a alegação fraudulenta do Estado de Israel, onde vivem apenas 35% dos judeus do mundo, não obstante a inédita Resolução da ONU, aprovada sem qualquer fundamento jurídico, proclamando “o direito dos judeus” de criarem um país em terras alheias.
A sobrevivência da diáspora demonstra que a proposta do resgate “bíblico” não foi levada a sério pela maioria dos judeus, em maior número nos Estados Unidos do que na terra da colina de Sion. O próprio Theodor Herzl, o pai da idéia, preferiu ir ficando pela Europa, apesar do pavor que lhe causou a eleição, em 1895, de Karl Lueger, um antissemita declarado, para o governo de Viena.
Trocando em miúdos: decorridos 60 anos da imposição do estado racial aos legítimos donos da terra palestina, não há fundamento moral para a sua defesa em nome de “um refúgio seguro” para um povo “perseguido” reunificar-se. Tratou-se, portanto, de outro objetivo, o da usurpação na qual os judeus entram como testas de ferro dos ferozes interesses imperialistas supra-étnicos.
A paz impossível
Um país instalado pela força na terra dos outros jamais poderá falar em paz. Disso sabem, em primeiro lugar, os judeus que preferiram ficar espalhados por todas as paragens onde inexiste qualquer constrangimento ao seu convívio. Desconforto há, isso sim, como pensa a maioria dos judeus europeus, em ter de assimilar a política opressora adotada em Israel em nome da “causa”. Assim o demonstrou uma pesquisa do jornal britânico “The Guardian”, publicada em 2002.
Ao escrever seu livro e fundar uma organização sionista que se reunia na Basiléia, Suíça, Theodor Hertz temeu não ser levado a sério. Refletindo o ceticismo despertado no primeiro momento de sua proposta, conforme artigo do competente jornalista Zevi Ghivelder na revista “Morasha”, um rico industrial judeu declarou: "é claro que apóio a criação de um estado judeu. contanto que eu seja o embaixador na Áustria".
Vale lembrar que Hertz, falecido aos 44 anos, vítima de tuberculose, quase foi linchado no 6º Congresso Sionista, realizado em 1903, um ano antes de sua morte prematura, ao propor a instalação do Estado Judeu em Uganda, numa vasta área oferecida pela Inglaterra. Já com a saúde fragilizada, ele fracassara nas negociações com os turcos para reaver a “terra santa”.
Àquela altura, ele já havia perdido o controle do movimento sionista para os banqueiros que foram seduzidos pelos relatos do proeminente judeu lituano Eliezer Ben Yehuda (1858-1922), pai do hebraico moderno, que foi morar em Jerusalém em 1881 com sua esposa Deborah, e fez chegar ao Barão de Rotshschild informações preciosas sobre os vinhedos da Galiléia e sobre uso por lá da mesma substância inflamável descoberta na Pensilvânia em 1859. Um ano antes da sua chegada à região, havia jorrado petróleo em Meca, mas os árabes não sabiam o que fazer e temiam a cobiça estrangeira.
Tenho muito mais a falar, até porque mergulhei fundo nesse assunto apaixonante e tratado com incompetência por um mídia que, em sua quase totalidade, está abaixo do nível de pobreza intelectual tolerável. Espero que você entenda o porque da minha dedicação a um assunto tão explosivo e ameaçador para toda a humanidade.
coluna@pedroporfirio.com

4 comentários:

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.