quarta-feira, 11 de junho de 2008

A MANIFESTAÇÃO DA VARIG É O GRITO DE DIGNIDADE DE TODOS OS BRASILEIROS


Os jornais desta quarta-feira publicam uma foto surpreendente – uma passeata de diplomatas brasileiros por reajuste salarial. É verdade, o pessoal do Itamarati veio dos quatro cantos do mundo para ocupar a Esplanada dos Ministérios, numa demonstração de que também considera a praça o mais legítimo espaço para sensibilizar a opinião pública e chamar os governos às falas.
Na manhã de ontem, o Senado Federal ouviu o depoimento da sra. Denise Abreu, confirmando o tráfico de influências e a pressão emanada da Casa Civil para forçar a “doação” da Varig aos prepostos de um fundo abutre de investimentos, liderados pelo chinês Lap Chan.
Em seu comentário desta mesma quarta-feira, o jornalista Élio Gáspari lembra que quem pagou a conta de toda essa transação lesiva foram os trabalhadores e aposentados da Varig, algo que venho repisando sistematicamente em minhas colunas.
Na terça-feira, houve uma reunião na sede da APVAR, com a presença de representantes de todas as categorias da Varig, inclusive dos massacrados do Aerus, um fundo de pensão que foi levado à insolvência, para o desespero de profissionais que contribuíram a vida inteira para ter uma aposentadoria digna e que hoje amargam uma brutal situação de penúria.
Nesta quinta-feira, serão os beneficiários do Petros, o fundo de pensão da Petrobrás que mudou as regras do contrato no meio do caminho, que estarão se manifestando hoje à tarde, em frente ao antigo Ministério da Educação, na Avenida Graça Aranha.
Isso tudo reforça a compreensão de que o caso da Varig, Variglog e do Aerus não afeta tão somente suas corporações. Antes disso, é uma violência emblemática, que mostra o primeiro grande processo de violação frontal dos direitos trabalhistas e de caracterização da vulnerabilidade dos fundos de pensão complementar, atrelados ao desempenho das “patrocinadoras”.
Portanto, se é obrigação de todo o pessoal da Varig-Aerus retomar as ruas para reclamar legítimos direitos, é dever também de todos nós somamos nossa presença á grande manifestação convocada para este domingo DIA 15, a partir das 9h30m, com concentração na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema.
Do êxito dessa passeata estaremos criando as condições para uma reavaliação de tudo de errado e perverso feito sob os auspícios do governo para favorecer a grupos estrangeiros e para desmontar o sistema aéreo brasileiro, baseado na grande empresa octogenária, com o que se tenta abrir os céus do Brasil á invasão das aéreas estrangeiras, generosamente apoiadas por seus governos.
Por isso, considero que TODOS OS BRASILEIROS são parte dessa causa, que é a causa da dignidade nacional, da dignidade dos trabalhadores, da dignidade dos aposentados e pensionistas.
Essa é a mãe de todas as batalhas que teremos de travar, unidos,para reverter o massacre do pessoal da Varig-Aerus e para impedir que continuem violando os direitos constitucionais, com a cobertura de uma Vara Empresarial de Justiça. Para os que não sabem, com o uso de uma lei que se diz de recuperação das empresas, nem os atrasados, nem as verbas rescisórias, nada. Todos os aeronautas, aeroviários e aposentados ficaram literalmente a ver navios, na mais sórdida humilhação já imposta a um conjunto de brasileiros.
Fica aqui o meu apelo: TODOS DEVEMOS ESTAR NESTE DOMINGO NA MANIFESTAÇÃO PELOS DIREITOS TRABALHISTAS, PELA DEFESA DA EMPRESA NACIONAL E PELO RESPEITO AOS DIREITOS CONSTITUCIONAIS.
Se você não mora no Rio, por favor, entre em contato com os amigos e repasse essa convocação. Seja um divulgador da passeata da dignidade de todos os brasileiros.
A partir das 9h30 na Praça Nossa Sra da Paz. Domingo, dia 15 de junho.

Um comentário:

  1. Cleia Carvalho2:07 PM

    Prezado Vereador Porfírio
    Eu passei vários e-mails e não tive resposta. Um deles foi para comunicar a mudança do meu endereço eletrônico para pilotocleia@gmail.com -
    Outro e-mail eu pedi o seu telefone, porque eu estava querendo ir ao Rio, mas acabei desistindo por causa da dengue.
    Estou com muita vontade de participar da vigilía do dia 09 em frente ao Forum, mas estou na dúvida, pois fiz uma cirurgia e estou quase um mês sem vender o meu livro, então estou dura. Se pelo menos eu vendesse uns 10 livros, eu teria pelo menos o dinheiro para pagar o ônibus.
    Aqui em São Paulo não existe união entre aposentados Aerus X Sindicato dos Aeronáutas.
    Já preparei até a minha fantasia, mas não quero idendificar-me, apenas mais uma pensionista lutando pelos direitos de todos.
    Queira ou não, eu tenho nome na mídia por causa do meu livro, não quero misturar as coisas. Já tive problema aqui em São Paulo por causa disso. Eu estava emprestando o meu nome por causa de ser conhecida mpidia e algumas pessoas interpretaram de outra forma. Eu não preciso disso, mídia em geral nunca me deram retorno financeiro.
    Vou ver ainda com o meu médico se eu posso viajar ou não.
    Meu telefone: 11 5017-9191
    Abraços
    Cleia Carvalho

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.