quarta-feira, 21 de maio de 2008

Taxistas têm tecnologia pioneira no Rio

Pedro Porfírio conversa com o presidente da Libertaxi, Carlos Fernandes, e o diretor Robson Pimentel, ambos antigos escravos do regime de diárias, libertados pela Lei 3123/00, do vereador pedetista (FOTO DE RENATA GONÇALVES)
Novidade implantada pela Libertaxi facilita o embarque de passageiros e localização do veículo
POVO DO RIO, 21 DE MAIO DE 2008


THAÍS FONSECA


"Diárias nunca mais". A guerra judicial travada entre taxistas e a Prefeitura o Rio, que impõe dificuldades para liberar a autorização dos trabalhadores, parece mesmo não ter fim.
Enquanto "brigam", cooperativas da capital estão cada vez mais organizadas e preocupadas com a qualidade na prestação de serviço ao cliente, e agora fazem uso do que há de mais avançado em tecnologia.
A novidade é o parelho de GPS (sigla em inglês para Global Positioning System, que em língua portuguesa significa Sistema de Posicionamento Global), que permite a localização do veículo via satélite.
O novo sistema, que engloba várias funções, foi implantado ontem pela cooperativa Libertaxi, com sede no Cachambi, Zona Norte do Rio, e que atende a toda capital.
O serviço é pioneiro no Rio e teve como exemplo de sucesso duas cooperativas de táxi de São Paulo. Além de localização do veículo, o sistema permite que a central emita mensagens ao taxista com o pedido de um passageiro.
— Um cliente nos telefona e, em segundos, nós localizamos o táxi mais perto dele, verificamos se está livre ou próximo de completar uma viagem, e enviamos o pedido.
Isso possibilita que em poucos minutos o passageiro receba o táxi na sua porta — explicou o presidente da cooperativa, Carlos Alberto Fernandes, acrescentando que ao todo são 160 cooperados, distribuídos em 33 pontos de norte a sul do Rio.
Um pequeno, mas poderoso aparelho, que mais assemelha a um celular, instalado no painel do veículo é o grande responsável pela revolução.
O visor do "mini computador de bordo" mostra o mapa para achegar até o cliente que solicitou a corrida e ainda traça a rota até o destino do passageiro. Tanto o aparelho quanto a central de atendimento a ele conectada faz também uma estimativa de quanto vai custar a corrida solicitada.
Segurança
Segundo o presidente da Libertaxi, além de rapidez e eficiência no serviço, a segurança é outro quesito garantido pela implantação do sistema de GPS. Com ele, o taxista pode, sem causar alarde, acionar a central em situação de perigo ou seqüestro.
Para o passageiro, a segurança é ter o nome do motorista, a placa do veículo, e a rota registrados na central, garantido que a viagem do cliente não sofrerá desvios ou que a corrida será alongada desnecessariamente.
Outra medida de segurança adotada pela cooperativa é omitir, na mensagem para uma nova corrida, o telefone de contato do solicitante. O valor do novo investimento da cooperativa foi de cerca de R$ 1,5 milhão que deverá ser quitado em um prazo de cinco anos.
A Libertaxi é uma cooperativa que existe há oito anos e todos os cooperados, segundo o presidente, possuem sua própria carta de autonomia. O documento é a licença que permite a legalidade na circulação de taxistas e é concedida somente pela Prefeitura.
Muitas barreiras para ter autonomia
O movimento "Diárias nunca mais" reúne várias cooperativas e conta com o apoio de parlamentares da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) e da Câmara de Vereadores.
Engajado na luta dos taxistas, o vereador licenciado Pedro Porfírio (- PDT) comemorou com os trabalhadores a implantação do novo sistema da Libertaxi, e fez uma visita a sede da cooperativa para ver de perto como funciona o rastreamento.
Na capital carioca a discussão sobre a licença é antiga. Segundo os trabalhadores, a Prefeitura impõe condições e barreiras para a liberação do documento e muitos taxistas não conseguem adquirir a autonomia, o que garantiria aos motoristas trabalhar por conta própria.
Diante da dificuldade, muito trabalhadores acabam cedendo à exploração de donos de frotas de táxi, que detêm vários registros de Autonomia e "alugam" o documento, juntamente com o veículo;
A preços absurdos, obrigando o motorista a trabalhar mais de 14 horas por dia. Aos chamados auxiliares são cobradas taxas diárias e chegam a custar mais de R$ 140,00.
— É uma atividade ilegal porque uma só pessoa tem várias autonomias e também porque alugam o documento.
A nossa briga é para que haja menos rigor e que os motoristas possam ser seus próprios patrões — disse Carlos Alberto Fernandes, garantindo que os cooperados pagam apenas uma taxa de manutenção e que somente aceita o serviço de um auxiliar em casos de doença do dono do táxi.
LEIA COLUNA DO PORFÍRIO NO POVO DO RIO

3 comentários:

  1. Gostaria de saber qual o procedimento para adquirir uma autonomia, pois sou diarista e nao aguento mais pagar diaria, sao mais de 2000,00 reais por mes, fora combustivel e muitas e muitas horas de trabalho. Comecei em julho de 2006, sera que tenho chance de conseguir.
    Jose Carlos dos Santos
    Cris.aguiar@oi.com.br

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  2. Gustavo12:06 AM

    Querer inventar a roda é complicado, o mundo é capitalista a muito tempo, e mudar isso por lei não tem como dar certo, tanto que o que vemos hoje, são milahres de "diárias nunca mais" ALUGANDO ou VENDENDO suas "conquistas".
    Quero uma lei que acabe com os patrões que pagam salário mínimo, já que isso também é exploração!
    Parabéns por criar a lei que vai acabar com o taxi do rio de janeiro, cada dia temos mais carros na rua, daqui a pouco não haverá mais lucros do táxi, e sim favores de transporte.
    Lei absurda e sem estudos essa.
    Querer fazer caridade sem ter uma base é complicado.
    O diarista de hoje, será o dono de autonimia falido amanhã.

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  3. Eu sou diarista... pago a diaria.. pago 120,00 por dia.. mas vamos la... o q eu acho errado nessa lei.. é poder o permissionario colocar motorista auxiliar (ué se ele conseguiu ganhar a autonomia dele para nao ter q pagar diaria.. ele vai comecar a cobrar pela diaria???)

    sou a favor sim.. de poder colocar motorista auxiliar num caso comprovado de doenca.. por motivos de saude.. ae dessa forma ele poderia colocar um auxiliar...ou entao ate mesmo num caso de filho e/ou esposa.. pois dessa forma seria a familia que estaria trabalhando e nao recebendo diaria para isso.

    eu acho que dessa forma seria justo..

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.