segunda-feira, 23 de julho de 2007

MEDALHA PEDRO ERNESTO PARA UM MINISTRO DE VERDADE


Conferir ao ministro José Gomes Temporão a Medalha Pedro Ernesto, a mais alta comenda do Rio de Janeiro, é o mínimo que a Câmara Municipal e a sociedade organizada fazem como demonstração de apoio à sua corajosa gestão à frente do Ministério da Saúde, com destaque para o enfrentamento desassombrado dos direitos da mulher, do aborto clandestino e a defesa de um debate livre sobre a paternidade responsável.
Foi com essa disposição que o vereador Pedro Porfírio (PDT) propôs à Câmara Municipal a concessão da Medalha, que será entregue em sessão solene dia 10 de agosto, às 18h30m, no Plenário da Casa de Leis. O evento terá a participação dos movimentos de mulheres e de todos os que entenderem ter chegada a hora de encarar de frente a explosão populacional, a pobreza e a falta de orientação das populações carentes em relação aos métodos anticoncepcionais.
Porfírio entende que o Ministro Temporão tem encarado com competência os desafios na área de saúde, procurando criar as condições para que o Poder Público responda com medidas concretas a esta que é uma das áreas mais precárias em todos os níveis de governo.
Antes mesmo de ser ministro da Saúde e se transformar num dos talentosos titulares dessa Pasta, José Gomes Temporão vinha prestando grandes serviços à população no Estado do Rio de Janeiro e ao país.
UMA VIDA DEDICADA À SAÚDE PÚBLICA
José Gomes Temporão, 55 anos, casado com a médica Liliane Mendes Penello, tem 4 filhos. Filho do casal de imigrantes portugueses Sara Gomes e José Temporão, formou-se em medicina pela Faculdade de Medicina da UFRJ em 1977. Especializou-se nesta Universidade em Doenças Tropicais. É Mestre em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública da FIOCRUZ e Doutor em Medicina Social pelo Instituto de Medicina Social da UERJ.
Sua vida acadêmica desenvolveu-se principalmente na Escola Nacional de Saúde Pública onde entrou em 1980 como auxiliar de ensino e atualmente ocupa o cargo de Pesquisador – Titular. Ali realiza pesquisas e atividades de docência nos campos de Gestão e Planejamento de Sistemas de Saude, Política de Medicamentos e Gestão de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde em cursos de pós-graduação latu e stricto sensu. Publicou e organizou vários livros e artigos científicos, tendo prestado consultoria a órgãos nacionais e internacionais como UNICEF, OPAS e OMS.
Destaca-se em sua trajetória profissional técnico - política, a participação no denominado Movimento da Reforma Sanitária Brasileira junto a Sérgio Arouca, David Capistrano, Eleutério Rodrigues Neto, Gastão Wagner de Sousa Campos, Sônia Fleury, José Noronha e Hésio Cordeiro entre outros. Este movimento foi o responsável pela implantação da maior política de inclusão social desde o governo Vargas inscrita na Constituição de 1988: O Sistema Único de Saúde com sua máxima “ saúde como direito de todos e dever do Estado”.
Como gestor público ocupou o cargo de Secretário Nacional de Atenção à Saúde (SAS) do Ministério da Saúde, desde julho de 2005 tendo sido convidado a partir de sua vitoriosa gestão à frente do Instituto Nacional de Câncer no Rio de Janeiro (INCA). Ali entre setembro de 2003 e julho de 2005, assume a direção desse importante órgão em meio a uma de suas mais sérias crises. Implanta um novo modelo de gestão colegiada integrando qualidade e humanização da atenção ao ensino e pesquisa, que vem apresentando excelentes resultados, como a implantação da Rede Nacional de Atenção Oncológica, e a criação dos cursos de Mestrado e Doutorado em cancerologia. Outro destaque foi o desenvolvimento do Centro de Transplantes de Medula Óssea (CEMO) com a expansão do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME) de 40 mil para 400 mil doadores,entre 2003 e 2006.
Entre janeiro e maio de 2001 ocupou o cargo de Subsecretário de Saúde da Prefeitura do Rio de Janeiro na gestão Sérgio Arouca, onde defendeu projeto de radical mudança do modelo assistencial da rede municipal através da proposta de expansão do Programa de Saúde da Família (PSF).
Como Presidente do Instituto Vital Brazil (IVB) do Governo do Estado do Rio de Janeiro, entre março de 1992 e maio de 1995, sua gestão foi marcada pela recuperação daquela tradicional instituição, que se encontrava há um ano com suas atividades de produção de medicamentos, soros e vacinas paralisadas. Com o determinado apoio do então Governador Leonel Brizola e do Ministro Adib Jatene foi possível conseguir a total recuperação da produção que no ano de 1994 atingiu marca histórica.
Já como Secretário Nacional de Planejamento do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS), entre 1985 e 1988 teve participação em momento histórico da saúde pública brasileira. Esta experiência ocorreu quando Hésio Cordeiro assume a Presidência do INAMPS na Nova República, no governo José Sarney. Ali, muito honrosamente, junto a Waldir Pires, Renato Archer, Rafael de Almeida Magalhães e Ulisses Guimarães participa da construção do processo político-institucional e das bases operacionais do que viria a ser o Sistema Único de Saúde (SUS).
UMA EXPERIÊNCIA ACUMULADA
O Ministro José Gomes Temporão já tem um currículo na atividade pública, que inclui:
• Subsecretário de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, entre março de 1991 e abril de 1992 (Governo Leonel Brizola) http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u307075.shtml.
• Assessor–chefe de Planejamento da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro na gestão Hésio Cordeiro entre janeiro e novembro de 2000.
• Presidente da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico da FIOCRUZ, entre setembro de 2002 e setembro de 2003.
• Presidente da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (ALFOB) no período de 1993 a 1995
• Membro da Comissão de Política de Saúde da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (ABRASCO)
• Conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro no período de 1978 a 1983 e 1983 a 1988.
• Membro Fundador do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES) em 1976 e Presidente da Direção Nacional no período de 1981 a 1982.
• Membro do Cancer Control Advisory Committee - World Health Organization – OMS.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Quem sou eu

Minha foto
Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.