segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

MEU FILHO VLADIMIR: UM JORNALISTA ANTES DE TUDO


Vladimir Porfírio, com minha nora Samanta, os irmãos Pedro Igor e Pedro Ivo e o pai coruja
LIMINAR E MANDATO POPULAR
Os jornais do Rio trouxeram, no último sábado, na forma de registro, a notícia da decisão liminar que tirou o mandato de um vereador, no dia seguinte ao de sua posse.

O vereador é o jornalista Pedro Porfírio (PDT), meu pai. A liminar, que contraria outras decisões, foi concedida por um desembargador de plantão. O pedido de liminar, formulado pelo “suplente do suplente”, contraria o desejo das urnas.

O episódio, entre outras surpresas, conta a história de um cidadão que, no gozo dos seus direito civis, perde temporariamente o direito a um cargo eletivo depois de empossado.

A ocorrência, corretamente noticiada, sugere, para os leigos, a bizarra possibilidade de uma democracia que prefere dar posse aos candidatos de menor votação. Mas o que está no âmago deste episódio é ainda mais grave.

Na esteira do debate sobre a inadiável necessidade de uma reforma política, alguém resolve que pode invalidar os votos apurados nas urnas com base numa “tese” montada a partir de suposta “renúncia”, fundamentadas em um compromisso de fidelidade partidária. Fidelidade esta que, aliás, não existe em nossa legislação.

O “suplente do suplente”, que formulou pedido de liminar para ganhar uma vaga no Legislativo, insiste que Pedro Porfírio renunciou ao mandato de vereador quando esteve filiado ao PMN para as eleições de 2006. Mas, como sabemos, ninguém pode renunciar a algo que não possui.

Pedro Porfírio, meu pai, de fato, deixou o PDT e para lá já voltou. Saiu por sua relação passional com a biografia de Brizola. Voltou pela mesma razão.

Mas isto está longe de aproximá-lo de renúncias. Quem não renunciou às convicções, ainda que anacrônicas para muitos, jamais renunciaria a seu compromisso com o eleitor e com a cidade.

Carlos Lupi e, sobretudo, Marcello Alencar podem confirmar o temperamento passional deste brizolista. Brizola, aliás, conheceu bem a cega fidelidade da personalidade deste Pedro. Quem conheceu o Pedro Porfírio das redações de jornais também pode confirmar a paixão que o levou para cadeia política em 1969.

Ele é passional e, por conseqüência, brigão. Brigou contra a ditadura militar, contra tudo e contra todos. E por isso, naturalmente, foi perseguido por tudo e por todos.

Dos carcereiros da Ilha Grande (onde esteve como preso político) aos tubarões que comandam as empresas de táxis do Rio de Janeiro, todos perseguiram Pedro Porfirio.

Contudo, a briga comprada pelo “suplente do suplente”, neste caso, é com a democracia. Ele sonha ganhar uma vaga da Câmara no “tapetão” e se faz de surdo para não ter de ouvir as decisões indeléveis da Justiça.

Ele foi ao desembargador que estava no plantão noturno em busca de uma decisão que lhe favorecesse. Mesmo ciente de que tal decisão foi negada pela juíza da 6ª Vara da Fazenda Pública.

No contexto jurídico do mesmo episódio, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro tomou a iniciativa que dirimisse qualquer dúvida no momento da posse. Previdentemente, aquela Casa Legislativa formulou consulta ao TRE com a seguinte pergunta:

“Qual a eficácia do pedido de renúncia que suplente de parlamentar formula junto à respectiva agremiação partidária, antes de sua própria convocação pela Casa Legislativa?”.

A resposta garante o inequívoco direito de Pedro Porfírio ao mandato quando, por 4 votos a 1, o Tribunal decidiu favoravelmente a sua posse.

Não restam dúvidas sobre a inspiração, o conteúdo e a natureza da iniciativa do “suplente do suplente” ao se valer de um instrumento como a liminar para atentar contra a vontade das urnas. Mas como tudo isso acontece em clima pré-carnavalesco, não se pode imaginar que seja este mais um caso de perseguição contra o Pedro Porfírio.

Quem sabe o “suplente do suplente” não queira passar o carnaval como vereador? Bobagem. Até a Quarta-feira de cinzas pode cair na véspera.
Vladimir Porfirio
Jornalista - MTB 17546, livor 42 - RJ

Um comentário:

  1. Anônimo5:06 PM

    boa tarde seu pedro porfirio????sou stelvio ferraz!!!sou pernambucano da cidade de floresta do navio!!!vale de itaparica!!!me afiliei no pr aqui da minha cidade!!a vereador!!!eu mesmo pessoalmente queira entrar em contato com voçes! msn=markteironaturalstelvio@hotmail.com!!!!!!meu orkut=STARSTELVIO BRA!!!tel=087-9945-9900!!!sou vendedor ambulante!!se deus quizer vou criar uma associação dos vendedores ambulantes!!para poder ajudar a todos informais tanto daqui como de todo brasil!!me adicionem ai por favor!!!

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Quem sou eu

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Jornalista desde 1961, quando foi ser repórter da ÚLTIMA HORA, PEDRO PORFÍRIO acumulou experiências em todos os segmentos da comunicação. Trabalhou também nos jornais O DIA e CORREIO DA MANHÃ, TRIBUNA DA IMPRENSA, da qual foi seu chefe de Redação, nas revistas MANCHETE, FATOS & FOTOS, dirigiu a Central Bloch de Fotonovelas. Chefiou a Reportagem da Tv Tupi, foi redator da Radio Tupi teve programa diário na RÁDIO CARIOCA. Em propaganda, trabalhou nas agências Alton, Focus e foi gerente da Canto e Mello. Foi assessor de relações públicas da ACESITA e assessor de imprensa de várias companhias teatrais. Teatrólogo, escreveu e encenou 8 peças, no período de 1973 a 1982, tendo ganho o maior prêmio da crítica com sua comédia O BOM BURGUÊS. Escreveu e publicou 7 livros, entre os quais O PODER DA RUA, O ASSASSINO DAS SEXTAS-FEIRAS e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA. Foi coordenador das regiões administrativas da Zona Norte, presidente do Conselho de Contribuintes e, por duas vezes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Social. Exerceu também mandatos em 4 legislaturas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo autor de leis de grande repercussão social.