O primeiro que posso dizer é
que o mundo sem Fidel não será o mesmo.
O segundo que posso dizer,
porém, é que o mundo não viverá sem Fidel jamais.
Sua obra e seu exemplo, sua
coragem intrépida e invicta e sua firme coerência deixaram sementes por toda a
ilha, o território livre das Américas, e por todo o mundo.
Mesmo que uns trapaceiem e
outros se rendam, mesmo que muitos vacilem e traiam, mesmo que tantos outros,
os vermes, se imaginem em armas para a vingança torpe, haverá um Fidel Castro
entre os oprimidos e inconformistas.
O Quixote que atravessou
incólume a fuzilaria de uma tropa treinada para matar e subiu à Sierra Maestra
com menos de 20 homens naquele 2 de dezembro de 1956 ganhou o mais sagrado dos panteões
que permanecerá como um facho de luz da ilha caribenha, onde plantou com Che
Guevara e um punhado de bravos os fundamentos de um HOMEM NOVO, dourado pelos
valores da solidariedade, da igualdade, da justiça e da generosidade. Valores
que nos envolvem com os sonhos de felicidade e vida eterna.
Esse herói de todas as
procelas, vencedor de todos os combates,
estava bem ali, a 140 Km do império mais arrogante, corrupto e
desnaturado da história recente. E, no entanto, jamais se curvou aos 9
presidentes que se sucederam nos EUA,
tendo como meta derrubá-lo e destruir a primeira república socialista do
Continente.
Toda a tecnologia criminosa
da CIA e outras agências norte-americanas deram com os burros n'água. Até e
mesmo a guerra química com o despejo da dengue hemorrágica importada da Ásia e
o perverso bloqueio econômico, programado para matar os cubanos de fome,
conseguiram levar Cuba à rendição.
O HOMEM NOVO e o respeito do
povo por um líder íntegro e incansável repeliram toda a crueldade e ainda
inocularam nas bestas reacionárias a frustração e o ódio que fazem desses imbecis
uma gente infeliz e amarga.
Falo de Cuba com a autoridade
de quem esteve lá logo no começo do governo revolucionário, em julho de 1960, quando ainda tinha 17 anos.
E de quem foi trabalhar lá no ano seguinte, já com 18, como editor de língua
portuguesa da Rádio Havana. E de quem vai lá de vez em quando, sempre
compensado por tudo de belo e profundo que a inspiração de Fidel Castro, o
grande vencedor, legava e legará sempre ao povo deste território livre.
PS. Ir a Cuba, aliás, não
custa muito. Mesmo como a saúde abalada ainda espero rever a heróica ilha que
deu ao mundo um revolucionário de
verdade.




























